O presidente da Comissão de Ética e um dos fundadores da SBIm, Gabriel Oselka, recebeu, nesta terça-feira, 12 de dezembro, em Brasília, durante  as comemorações pelos 60 anos do Conselho Federal de Medicina(CFM), a Comenda Mário Rigatto de Medicina e Humanidades, oferecida pela entidade aos médicos que prestaram grande serviço ao país ao longo de suas trajetórias profissionais. Com a homenagem, Oselka — que presidiu o CFM de 1984 a 1987 — passa a integrar um seleto grupo de 31 agraciados desde a criação do prêmio, em 2011.

A presidente da SBim, Isabella Ballalai, aproveitou a ocasião para entregar uma placa de agradecimento pela atuação na Sociedade. “O Gabriel é o tipo de médico em quem todos, profissionais e estudantes da graduação, devem se espelhar: competente, ético e sempre atualizado. Sem a sua contribuição, a  SBIm poderia até ter nascido, mas dificilmente teria a mesma força”, afirmou.

O vice-presidente da SBIm, Renato Kfouri, concorda. “Ele é uma das grandes referências em vacinação. Na SBIm, destaca-se pelo envolvimento em todas as atividades científicas, tanto no que diz respeito à elaboração de calendários e manuais de boas práticas quanto às inúmeras palestras que ministrou nos nossos eventos. Trabalhar com  ele é gratificante”, exaltou.

Lavínio Nilton Camarim, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), e Jorge Curi, conselheiro do CFM, entregam medalha a Oselka. À esquerda, o vice-presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, observa. Foto: SBIm
Mauro Luiz de Britto Ribeiro, presidente do CFM; Lavínio Nilton Camarim, presidente do Cremesp; Gabriel Oselka e Jorge Curi, conselheiro do CFM. Foto: SBIm
Oselka discursa após receber o prêmio. Foto: SBIm
A presidente da SBIm, Isabella Ballalai, e a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Carla Domingue, posam com Oselka, que segura placa oferecida pela SBIm para homenageá-lo. Foto: SBIm

Já o secretário da SBIm, Guido Levi, destacou as qualidades pessoais do amigo com quem convive desde 1967, quando trabalharam juntos no Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira, em São Paulo. “O Oselka é o amigo mais leal, sincero e gentil que uma pessoa pode ter. Além do grande conhecimento médico, possui uma cultura humanística incrível, difícil de encontrar. Está sempre disponível para ajudar os pacientes e colegas a lidarem com eventuais intercorrências e é extremamente querido pela família. Seguramente é o nosso guru”, elogiou.

Também ganharam as Comendas CFM 2017 os médicos Celmo Celeno Porto (Comenda Fernando Figueira de Medicina e Ensino Médico), Iaperi Soares de Araújo (Comenda Moacyr Scliar, de Medicina, Literatura e Arte), José Almir Santana (Comenda Zilda Arns Neumann, de Medicina e Responsabilidade Social) e Roberto Figueira Santos (Comenda Sérgio Arouca, de Medicina e Saúde Pública).

Perfil — Gabriel Oselka

Pai, avô e são-paulino fanático, Gabriel Oselka formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo (USP) em 1965 e obteve título de doutorado em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela mesma instituição em 1972. É um dos fundadores da SBIm e presidente da Comissão de Ética da Sociedade, ex-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de membro do Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI) epresidente da Comissão de Confirmação de Casos de Poliomielite, ambas do Ministério da Saúde. Também preside a Comissão Permanente de Assessoramento em Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, é coordenador do Centro de Bioética do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e professor associado, aposentado, da Faculdade de Medicina da USP. Autor e orientador de inúmeras publicações científicas, é ainda membro do corpo clínico da clínica de vacinação Cedipi, em São Paulo.

Perfil — Mario Rigatto*

Mario Rigatto nasceu em Porto Alegre (RS), em 1930. Na década de 1960, após um período de estudos no exterior, voltou ao Brasil, onde ajudou a introduzir e consolidar o conceito de residência médica, especialmente na região Sul. No terreno das publicações foi insuperável: mais de 300 trabalhos publicados no País e no exterior: artigos médicos, resumos, teses (feitas ou orientadas), dois livros, 39 capítulos de livros, 86 ensaios. Proferiu mais de 800 conferências, dezenas no exterior. No total, em congressos médicos ou outras reuniões, fez mais de 1.500 comunicações de cunho científico ou médico-social, o que equivale à média de uma comunicação por semana, ao longo de 30 anos. Na vida associativa, atuou em inúmeras entidades, dentre elas o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers).

*Texto extraído do folder Comendas CFM 2015