Proteção que vale por dois. Todas as atitudes e comportamento praticados pela mulher na gestação e no período do aleitamento materno refletirão diretamente no bebê. Uma prova disso são as vacinas que beneficiam não só a futura mamãe como também o pequeno. A imunização contra tétano não é diferente. Segundo a infectologista, Dra. Rosana Richtmann, os anticorpos são transferidos para o bebê naturalmente através da placenta ou do leite materno.
“A vacina se destina fundamentalmente a prevenção do tétano neonatal, ou seja, o tétano que ocorre no recém-nascido oriundo de mães não devidamente vacinadas. Toda a proteção que o recém-nascido recebe no seu início de vida é de origem materna”, explica a infectologista.
Raro, mas fatal, o tétano é prevenido desde a década de 70. Atualmente, a vacina antitetânica está diretamente associada à antidiftérica, pois dessa forma é possível em apenas uma picada combater duas doenças letais. Para garantir sua eficácia, a aplicação é feita em três doses, desde a infância, e reforçada a cada dez anos, podendo ser realizada na gravidez. “A gestante deve receber uma dose de reforço na gestação, caso a última dose recebida tenha sido a mais de dez anos. Porém, se a vacinação ocorreu neste prazo, não há a necessidade do reforço”, diz a médica.
Ainda segundo Rosana, a gestante que não foi imunizada deverá receber as duas doses com intervalo, entre as mesmas, de pelo menos um mês (ideal dois meses), sendo que a última seja administrada pelo menos duas semanas antes da data provável do parto. “Esta medida conferirá proteção acima de 80% para os recém-nascidos.O esquema mais utilizado é a primeira dose no quinto mês de gestação e a segunda no sétimo mês. Não é demais reforçar que a vacinação contra o tétano na gestação também conferirá proteção à própria gestante por mais 10 anos”, completa.
Vale lembrar que as formas de contaminação podem ocorrer durante ou após o parto. Portanto, saiba que algumas crendices como colocar moedas no umbigo do bebê é uma forma passível de infecção, por exemplo. Siga sempre a orientação de seu médico e não se esqueça, tenha sempre em dia a carteirinha de vacinação.
Fonte: Sempre Materna / UOL |