O vírus A/H1N1 – causador da nova gripe que vem assustando o mundo desde o ano passado – pode provocar doença grave e morte em mulheres grávidas e no puerpério, segundo estudo recentemente publicado no New England Journal of Medicine. De acordo com os pesquisadores do California Pandemic (H1N1) Working Group, independentemente dos resultados de testes rápidos, avaliação imediata e tratamento precoce com antivirais para doenças semelhantes ao influenza devem ser considerados nessas mulheres.
A pesquisa avaliou dados clínicos e demográficos registrados entre 23 de abril e 11 de agosto de 2009 para todas as mulheres em idade reprodutiva infectadas com o H1N1 que foram internadas ou faleceram – mulheres grávidas ou não, e aquelas no puerpério (parto realizado menos de duas semanas antes).
Os testes rápidos para antígenos foram falso-negativos em 38% das pacientes testadas (58/153). A maioria das pacientes grávidas (89/94) estava no segundo ou terceiro trimestre, e aproximadamente um terço (32/93) apresentava fatores de risco para complicações pelo influenza além da gravidez.
Os resultados indicaram ainda que o tratamento tardio com antivirais estava associado com internação em CTI ou morte (RR 4,3). No total, 18 grávidas e quatro mulheres no puerpério (22/102 no total) necessitaram de internação no CTI, e oito (8%) faleceram. Seis partos aconteceram no CTI, incluindo quatro cesarianas de emergência.
O índice de mortalidade específico para mulheres grávidas pelo influenza A (H1N1) 2009 foi de 4,3. "Esta importante causa específica de mortalidade materna sugere que o influenza A(H1N1) 2009 pode elevar o índice de mortalidade nos EUA em 2009", concluíram os autores.
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Fonte: UOL Ciência e Saúde |