A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou no dia 22 de setembro mais um boletim epidemiológico (íntegra aqui) sobre a epidemia de sarampo que atinge a Europa. De acordo com o órgão, de janeiro de 2016 ao fim de julho deste ano, foram confirmados 14.591 casos no continente. Desses, 64% (9.386) aconteceram em 2017.

Entre os 42 países que reportaram episódios, a Itália e a Romênia, com 4.524 e 4.276 infectados, respectivamente, foram os mais afetados. Apesar de os números serem semelhantes, a distribuição temporal é distinta. Ao passo que na Romênia os registros caíram em relação a 2016, na Itália houve mais de 300% de aumento. Alemanha, Bélgica, Bulgária, Espanha, França, República Tchca, Tadjiquistão e Ucrânia também registraram alta expressiva.

Paralelamente, foram confirmados nas Américas — região declarada livre de sarampo há cerca de 1 ano —167 casos importados ou com origem desconhecida:  Estados Unidos (119), Canadá (45) e Argentina (3). Além disso, há mais 84 casos suspeitos em investigação na Venezuela.

O relatório é mais um demonstrativo da alta capacidade de disseminação do sarampo e do risco de reintrodução do vírus no Brasil se viajantes contaminados entrarem em contato com pessoas não imunizadas, como ocorreu no Ceará 2014 e 2015 (https://sbim.org.br/noticias/488-encerrado-surto-de-sarampo-no-ceara).

Diante do fato, a SBIm reforça que é fundamental manter a caderneta em dia e que as pessoas que não têm a vacinação documentado ou certeza se completaram o esquema devem se imunizar. Não há perigo em tomar uma mesma vacina mais de uma vez.