SBIm reforça: vacinas são seguras e não causam autismo
Recentemente, declarações falsas sobre a segurança das vacinas voltaram a circular, gerando dúvidas e preocupações.
Diante disso, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) emitiu um comunicado oficial em 25 de setembro de 2025, reafirmando a segurança e a importância da vacinação com base em robustas evidências científicas e dados mundiais.
O Mito da Relação entre Vacinas e Autismo
Um dos boatos mais persistentes é a suposta ligação entre a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e o transtorno do espectro autista (TEA). É fundamental esclarecer:
- Origem da Farsa: A ideia surgiu de um artigo publicado em 1998 pelo ex-médico britânico Andrew Wakefield. O estudo foi amplamente contestado pela comunidade científica por graves falhas metodológicas, como uma amostra pequena e resultados inconsistentes.
Fraude Comprovada: Investigações posteriores revelaram que Wakefield fraudou informações e tinha interesses financeiros em uma nova vacina contra o sarampo. Em 2010, ele foi considerado culpado por “conduta profissional errônea grave”, teve seu registro profissional cassado, e a revista que publicou o artigo o removeu de seus arquivos.
Evidência Científica Robusta: Inúmeros estudos em todo o mundo, envolvendo milhões de crianças, foram realizados para verificar a alegação. Todos descartaram a associação entre a vacina tríplice viral e o autismo. Um dos maiores estudos, com mais de 650 mil crianças na Dinamarca, publicado em 2019, confirmou que a vacina não aumenta a incidência de autismo.
Veja a nota na íntegra, no site da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm): https://sbim.org.br/images/250925-posicionamento-sbim-declaracoes-trump.pdf_2025-09-25.pdf


