Alerta Vermelho: O risco de reintrodução do sarampo no Brasil

O Brasil atravessa um momento de vigilância extrema na saúde pública. Após ter recebido a recertificação de eliminação do vírus em 2024, o aparecimento de 38 casos confirmados em 2025 — muitos deles importados ou ligados a surtos localizados — acendeu o sinal de alerta para autoridades e especialistas.

A facilidade de circulação internacional e a existência de “bolsões” com baixa cobertura vacinal são os principais combustíveis para o retorno da doença. Em entrevista recente, a Dra. Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destacou a gravidade da situação internacional e o impacto direto no Brasil.

A palavra da especialista

A Dra. Mônica Levi enfatiza que a vigilância não pode baixar:

“Sem dúvida, é um risco muito grande para o Brasil, com a situação que está no Hemisfério Norte, principalmente no Canadá, Estados Unidos e Europa, com tantos viajantes que circulam do Brasil para esses lugares, ou estrangeiros que chegam no Brasil. É muito fácil o indivíduo que está suscetível se infectar. E esse indivíduo infectado começa a transmitir o sarampo dias antes de acontecer os sintomas da doença.”

Sobre a estratégia de contenção, a médica é categórica:

“Não existe outra estratégia de prevenção que não seja a vacinação em massa. Nós precisamos não só alcançar altas coberturas vacinais, mas ter homogeneidade, ou seja, não ter nichos de não vacinados, senão vamos permitir a entrada do vírus no país de uma maneira endêmica. Ele começará a circular novamente aqui. O estado de São Paulo é estratégico porque é um local de grande turismo. Vem muita gente do exterior para cá, assim como os paulistas viajam muito para o exterior e se infectam e trazem o vírus com eles no avião de volta.”

Prevenção é o único caminho

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas conhecidas pela medicina. A vacina Tríplice Viral protege não apenas contra o sarampo, mas também contra a rubéola e a caxumba. Garantir que a caderneta de vacinação esteja atualizada, tanto em crianças quanto em adultos, é um dever coletivo para evitar que o vírus se restabeleça em solo brasileiro.

Fonte: https://www.otempo.com.br/saude-e-bem-estar/2026/1/15/apos-casos-recentes-qual-e-o-risco-de-o-sarampo-voltar-ao-brasil/

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